quinta-feira, 25 de julho de 2013

A Maior Benção

"A maior bênção que você pode ter é a bênção do Papa. Ele veio em um momento muito importante para o Brasil. O povo brasileiro é muito sofrido. A vinda dele é a cereja do bolo." Oscar Schmidt Talvez seja comum ouvir essa frase de um fiel católico, entretanto, no meio evangélico, a exaltação da pessoa infelizmente tem sido muito comum, já que líderes que eram pra ser apenas referencial tornaram-se alvo de idolatria. O apóstolo Paulo era um referencial para a igreja cristã, ao ponto de ele dizer, sejam meu imitadores como eu sou de Cristo, tanto ele como outros apóstolos, entretanto, jamais aceitaram ser alvos de adoração. O alvo final de seu discipulado era sempre Cristo, não faziam discípulos para si mesmo e deles não aceitavam adoração. Se alguém se arriscasse a bajulá-los ou beijar e acariciar seus pés logo diziam: levantem-se pois também sou homem. Atos 10.25-26. Esse comportamento religioso hoje inseminado no meio evangélico tem deturpado o evangelho de Cristo. E esse fator tem dois responsáveis, o líder que aceita e incentiva ser esse objeto de idolatria com o nome atrativo de honra, e o adorador que sem nenhum relação com os crentes de Beréia, aceitam tudo o que lhe oferecem sem nenhum questionamento e embasamento bíblico. Bíblia? Esse livro da capa preta tem voltado ao tempo em que só os sacerdotes podem interpretá-lo corretamente. A luz dela, inventam ritos e obrigações que ela jamais tentou ensinar. Fiéis ao darem testemunho não exaltam mais a Cristo, mas sim o seu líder. Eles dizem: "Quando conheci o apóstolo um novo tempo de honra, excelência e nobreza foi inaugurado em minha vida. Desde que vim pra esse lugar percebi que a mão de Deus está sobre o apóstolo e o milagre me alcançou. Quando o bispo entrou na minha vida acabou a miséria, o meu negócio começou a prosperar e nunca mais conheci pobreza. O grande problema da idolatria evangélica está no fato de que, aborrecemos as imagens católicas mas fazemos para nós ídolos vivos, criaturas de Deus, que tomam o lugar do criador. Os ídolos roubam a glória que era devida a Deus. O conteúdo que se prega nessas igrejas e comunidades cujos líderes são idolatrados também motiva o fenômeno, pois sua base é o hedonismo, a mensagem já não mais acusa o pecado, não se preocupa com a doutrina cristã genuína, ela simplesmente está preocupada com a necessidade de seu fiel, que quase chega a ser um cliente, que tem suas necessidades básicas quer precisam ser atendidas. São problemas emocionais, financeiros, familiares, enfermidades, que serão todos resolvidos se entrar pra igreja e fizer a campanha tal, comprar o objeto tal e assim por diante. Zomba-se da fé ingênua muitas vezes das pessoas e deturpam o verdadeiro sentido do evangelho. Sejamos referência, mas não aceitemos idolatrias. Sejamos fiéis e aliançados, mas não sejamos idólatras.

Um comentário:

  1. Misericórdia. A maior bênção que você pode ter é a de Deus.

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