quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

FALANDO DE NATAL

Dezembro é um mês interessante. As pessoas estão mais sensíveis, fala-se mais sobre amor, perdão, amizade, talvez até mesmo movido pelo “espírito do natal” e pela perspectiva de um novo ano que se aproxima, e com ele a esperança de que tudo vai ser diferente e todos os sonhos serão alcançados. De origem de uma tradição cristã ainda que não respaldada pela Bíblia como seja as festas judaicas, muito embora haja divergências entre a origem cristã ou pagã, o natal tem sido comemorado por diversas denominações evangélicas, principalmente pelas igrejas históricas conservadoras, como as batistas, presbiterianas, metodistas, entre outras. Em algumas delas encontramos os enfeites da tradição dita pagã como as guirlandas, árvores, velas, chaminés e até mesmo o “bom velhinho Noel”, em outras notamos mais as luzes acesas. Nas denominações mais contemporâneas, em especial as neopentecostais com ênfase no judaísmo e visão celular, o termo Natal é substituído pela Festa das Luzes, ou Hanucá uma palavra hebraica que significa "dedicação" ou "inauguração" Antes do século XX, o Hanucá era um feriado relativamente menor. Contudo, com o crescimento do Natal como o maior feriado no Ocidente e o estabelecimento do estado moderno de Israel, o Hanucá começou a servir crescentemente tanto como celebração da restauração da soberania judaica em Israel e, mais importante, como um feriado para se dar presentes voltado para a família em Dezembro que poderia ser um substituo judaico para o feriado cristão. Por que comemorarmos o Natal se ele não é uma festa instituída pela Bíblia? Sabemos que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, como popularmente se convencionou. Aliás, antes do ano 300 d.C. os cristãos sequer comemoravam o nascimento de Jesus. Isso passou a ocorrer por volta de 330 d.C., Essa tem sido uma pergunta recorrente entre os cristãos que preferem enfatizar mais a páscoa, onde o cordeiro de Deus é entregue como sacrifício vivo ressuscitando ao terceiro dia. Entretanto não há morte sem nascimento, a sexta feira da paixão só existe porque um dia o Cristo de Deus se fez homem e habitou entre nós. Devemos aproveitar o clima propício que esse dia nos traz para anunciarmos Jesus. Profetizado por Isaías, Ele, Jesus, é o Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Reconhecido e exaltado por João Batista, Jesus é o Cordeiro Santo de Deus que tira o pecado do mundo. Revelando-se a nós outros, Jesus afirma ser o “EU SOU” por sete vezes: Pão da Vida; Luz do Mundo; a Porta; o Bom Pastor; a Ressurreição; o Caminho, a Verdade e a Vida; a Videira Verdadeira. Pr Silas Malafaia comenta que o nascimento de Jesus foi celebrado pelos pastores que representam o povo (luc 1:8-12), foi celebrado no mundo espiritual com os anjos louvando (luc 1:12), celebrado pelos astros, a estrela no oriente, isto é pelo universo (mat 2:2), e pela elite, os magos do oriente (mat 2:1). Portanto, é isso o que comemoramos no Natal. A festa aponta para a necessidade de Cristo nascer em nós, em cada coração, trazendo salvação, cura, libertação, esperança da vida eterna. Então, celebremos esse maravilhoso presente de Deus à nós, confraternizando-se com a família, amigos, demonstremos espírito de gratidão à Ele, o autor da vida, e anunciemos a todos os povos que Natal é Jesus. Feliz Natal e um próspero ano novo.

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